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Postado em 03 de Dezembro de 2019 às 09h15

“Brasil será responsável por 41% do crescimento da produção mundial em menos de dez anos”, projeta presidente da ABPA

Opinião (34)

O Brasil tem todas as condições para se tornar um dos principais fornecedores de alimentos para o mundo. A avaliação é do presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra. O dirigente palestrou no Encontro Nacional da Associação Brasileira das Centrais de Abastecimento (Abracen) e da Confederação Brasileira das Associações e Sindicatos de Comerciantes em Entrepostos de Abastecimento (Brastece). O evento ocorreu no Hotel Deville, em Porto Alegre, no dia 21 de novembro.

Para Turra, os diferenciais do Brasil em relação aos outros países estão em questões climáticas, hídricas, de sustentabilidade e de sanidade. “Reunimos todas as condições para nos tornarmos ainda mais competitivos neste mercado, sobretudo diante da necessidade cada vez maior de segurança alimentar”, salientou. O presidente projetou o aumento da produção brasileira: em menos de dez anos, o país será responsável por 41% da futuro crescimento da produção mundial de alimentos, seguido da China, com 15%.

O país conta com 851 milhões de hectares de área destinadas ao agro. Desse volume, 66,3% são preservadas. Dos 50,7% reservadas às propriedades rurais, 9% são de lavouras e florestas plantadas e 13,2% de pastagens plantadas. “Há, evidentemente, uma preocupação com relação ao meio ambiente. A produção de aves e suínos, por exemplo, é feita predominantemente fora do bioma amazônico”, destacou o dirigente e ex-ministro. Os números são superiores às médias da Ásia, África, Europa e América Central.

O clima e a qualidade da carne são dois dos principais diferenciais competitivos para o setor, segundo Turra. “A média de temperatura é um fato preponderante para o nosso país, tanto em relação ao custo de produção quanto para manutenção do status sanitário”, pontuou. O Brasil é, atualmente, o maior exportador de carne de frangos do planeta – foram mais de 3,4 milhões de toneladas comercializadas somente em 2019.

Há, de acordo com o presidente, uma forte tendência no aumento de exportações de ovos e carnes de frangos e suínos para a China. “O momento é propício para a proteína animal brasileira, em razão do grave problema de sanidade animal na China com a peste suína africana”, frisou.

 

Texto: Assessoria de Comunicação ABPA

Foto: Pexels

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