Postado em 04 de Junho às 22h25

Ministra espera que China avalie nos próximos dias a documentação enviada pelo Brasil

Mercado (18)

A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) disse nesta terça-feira(4) que espera que nos próximos dias a China avalie a documentação enviada pelo Brasil sobre as exportações de carne para o país asiático. Segundo a ministra, a detecção da ocorrência mostra a eficiência do serviço de inspeção brasileiro.

Isso é uma coisa comum e mostra que o serviço de inspeção brasileiro está funcionando. No ano passado, mais de 20 países tiveram uma ocorrência como essa, atípica, não é contagiosa, não tem perigo para ninguém, é uma coisa normal. Isso mostra transparência e governança do serviço de inspeção, disse.

Na segunda-feira (03), o Ministério da Agricultura suspendeu temporariamente a emissão de certificados sanitários para a China até que a autoridade chinesa conclua sua avaliação das informações já transmitidas sobre um caso atípico de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB) detectado em Mato Grosso.

A ministra também lembrou que a OIE abriu o processo na última sexta-feira (31) e já encerrou na segunda-feira (3), sem pedidos complementares, o que mostra que não há risco sanitário e que as exportações de carne bovina podem continuar normalmente para os demais países.

Enfim, é uma coisa absolutamente normal, estamos esperando a China nos próximos dias nos pedir para tirar a suspensão. Foi uma suspensão feita pelo Brasil?, destacou, lembrando que o Ministério da Agricultura foi elogiado pela rapidez com que entregou todas as informações pertinentes.

Tereza Cristina avalia que o fato não prejudica o comércio com o país asiático, e lembra que o a China é o único país que exige suspensão temporária quando detectado caso atípico de EEB. Por isso vamos conversar no futuro sobre um novo protocolo.

Caso

Na última sexta-feira, a Secretaria de Defesa confirmou a ocorrência, no Mato Grosso, de um caso atípico de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB). Essa doença ocorre de maneira espontânea e esporádica, e não está relacionada à ingestão de alimentos contaminados.

A doença foi constatada em uma vaca de corte, com idade de 17 anos. Todo o material de risco específico para EEB foi removido do animal durante o abate de emergência e incinerado no próprio matadouro. Outros produtos derivados do animal foram identificados, localizados e apreendidos preventivamente, não havendo ingresso de nenhum produto na cadeia alimentar humana ou de ruminantes. Não há, portanto, risco para a população.

Após a confirmação, o Brasil notificou oficialmente à OIE e os países importadores, conforme preveem as normas internacionais. Na segunda-feira, a OIE determinou o encerramento do caso sem alteração do status sanitário brasileiro, que segue como risco insignificante para a doença.

Texto: Ministério da Agricultura e Pecuária

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