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Postado em 15 de Novembro às 21h05

Micotoxinas: saiba como combatê-las na nutrição animal

Grãos (61)

Análises de grãos integradas a boas práticas de produção de rações são essenciais para evitar prejuízos

A presença de micotoxinas, substâncias químicas tóxicas produzidas por fungos, nas rações animais está diretamente ligada à queda de produtividade do animal e rentabilidade do produtor rural. Isso porque os alimentos, muitas vezes, estão contaminados com mais de uma variedade de micotoxinas que, juntas, afetam diretamente a saúde dos rebanhos, levando ao baixo ganho de peso, piora na conversão alimentar, diminuição do consumo pelo animal, podendo levar até amorte.

Segundo o médico veterinário Maurício Rocha, gerente nacional para petfood, aquicultura e suinocultura da Alltech na América Latina, a cadeia produtiva animal já possui essa consciência, entretanto, a busca por redução de custos pode colocar o gerenciamento deste inimigo invisível em segundo plano. “Por isso, independentemente do cenário, sempre indicamos que o produtor o implemente ou reinicie um programa de controle total de micotoxinas dentro de sua produção”.

A orientação do especialista, neste caso, é ir além de uma escolha de análises mais completas de grãos, mas gerar integração entre elas e boas práticas de produção de alimento para animais. O programa deve incluir monitoramento de qualidade de recebimento de grãos e cereais e do armazenamento destas matérias-primas, bem como o controle de produção. Rocha destaca ainda que a todo este monitoramento inclui-se o controle de pontos críticos desde o recebimento até a entrega do alimento.

Para auxiliar no combate a micotoxinas, o médico veterinário também lembra que a aplicação de adsorventes nas rações é aliada do produtor, já que diminuem a absorção das substâncias, evitando os efeitos danosos na saúde e na performance dos animais. “Entretanto, na hora de escolher a solução é importante ter conhecimento de quais micotoxinas estão presentes no alimento, bem como a sua quantidade por amostra, a quantificação de risco equivalente destas micotoxinas sobre a saúde dos animais, e estar atento à composição, grau de eficiência e trabalhos científicos sobre este adsorvente”, complementa.

Confira, abaixo, como as micotoxinas podem impactar em cada criação:

Aquicultura: danos aos órgãos (no fígado e/ou nos rins e lesões nas escamas); reprodução (alteração na produção de ovas, sobrevivência embrionária reduzida e baixa qualidade de esperma); imunidade (suscetibilidade a doenças e aumento de índices de sobrevivência); saúde intestinal (diminuição ou recusa alimentar, danos e lesões no trato intestinal, alteração da flora intestinal) e desempenho (baixa eficiência, redução do índice de crescimento e menor ganho de peso).

Bovinocultura de corte: danos aos órgãos (no fígado e/ou nos rins, inchaço nos membros e/ou no úbere); reprodução (alteração dos estros, baixas taxas de concepção, ovário cístico, mortalidade embrionária e baixa qualidade de esperma); imunidade (suscetibilidade a doenças, diminuição na resposta a vacinas); produção de carne (diminuição no índice de crescimento e baixa eficiência alimentar), alterações na fermentação ruminal (função do rúmen comprometida, menor crescimento microbiano, queda na digestibilidade dos alimentos).

Bovinocultura de leite: produção de leite (redução na produção de leite, contaminação do leite por Aflatoxina M1); reprodução (alteração do ciclo estral – cio -, baixa taxa de concepção, mortalidade embrionária e ovários císticos); saúde intestinal (hemorragia intestinal/fezes com sangue, função do rúmen comprometida, redução da ingestão de fibras, alteração da produção de ácidos graxos voláteis e sintomas de acidose); imunidade (maior suscetibilidade a doenças, diminuição na resposta das vacinas e aumento no teor de células somáticas) e danos nos órgãos (danos no fígado e rins, lesões na pele, inchaço nos membros e no úbere).

Avicultura de postura: reprodução (menor produção e qualidade de ovos); saúde intestinal (danos à integridade intestinal, diminuição da ingestão alimentar, baixa digestão intestinal e absorção de nutrientes, qualidade de fezes inconsistente e necrose enterite/infecção por bactérias); imunidade (baixa produção de anticorpos, imunidade celular reduzida, aumento da duração de doenças e aumento nas taxas de mortalidade) e danos nos órgãos (erosão da moela, lesões orais, úlceras e placas, danos no fígado e rins, engrandecimento do fígado ou gordura no fígado, hiperplasia do duto da bile e cristais de ácido úrico armazenados nos rins e juntas).

Avicultura de corte: crescimento/produção de carne (pontos de sangue na carne, anormalidades nas penas, diminuição dos índices de crescimento e eficiência alterada, variação de peso das aves dentro de um mesmo grupo e ineficiência de processamento nos abatedouros); saúde intestinal (danos à integridade intestinal, diminuição da ingestão alimentar, baixa digestão intestinal e absorção de nutrientes, qualidade de fezes inconsistente e necrose enterite/infecção por bactérias); imunidade (baixa produção de anticorpos, imunidade celular reduzida, aumento da duração de doenças e aumento nas taxas de mortalidade) e danos nos órgãos (erosão da moela, lesões orais, úlceras e placas, danos no fígado e rins, engrandecimento do fígado ou gordura no fígado, hiperplasia do duto da bile e cristais de ácido úrico armazenados nos rins e juntas).

Suinocultura: reprodução (alteração nos estros e desencadeamento de maturidade sexual, vulva edemacida e prolapsos, infertilidade, aumento dos índices de aborto e de natimortos, desuniformidade da leitegada e contaminação do leite); saúde intestinal (danos à integridade intestinal, hemorragias e úlceras, redução do consumo alimentar; redução da absorção de nutrientes (diarreias); redução da resposta imune (baixa produção de anticorpos, imunidade celular reduzida, alteração do perfil de citocina, aumento da duração de doenças, aumento dos índices de mortalidade). Danos nos órgãos: aumento do fígado e dos rins, edema pulmonar, ascite e insuficiência cardíaca.

Recomendação

Para contribuir com o produtor neste desafio, Rocha destaca Mycosorb A+, solução da Alltech que limita os efeitos das micotoxinas. O adsorvente diminui a absorção das substâncias, impedindo os efeitos negativos das mesmas. O aglutinante é testado em um amplo espectro de micotoxinas, possui rápida ação e possui resultados comprovados por pesquisas científicas.

 

Sobre a Alltech:

Fundada em 1980 pelo empresário e cientista irlandês, Dr. Pearse Lyons, a Alltech oferece soluções inteligentes e sustentáveis para o agronegócio. Nossas tecnologias melhoram a saúde e o desempenho de plantas e animais, proporcionando como resultado alimentos mais nutritivos para as pessoas, assim como um menor impacto ao meio ambiente.

Somos uma companhia líder mundial na indústria da saúde animal; produzindo aditivos, ingredientes, suplementos e alimentos balanceados. Ao celebrar 40 anos em 2020, levamos adiante um legado de inovação e cultura únicos que enxerga os desafios por meio de uma ótica empreendedora.

Os mais de 5.000 talentosos membros de nossa equipe, a nível mundial, compartilham nossa visão de um “Planeta de Abundância ™”. Acreditamos que o agronegócio tem o papel principal de moldar o futuro do nosso planeta. Isto será possível com o esforço de todos, em um trabalho conjunto, guiados pela ciência, pela tecnologia e por um desejo comum de fazer a diferença.

A Alltech é uma empresa de propriedade privada e familiar, o que nos permite adaptação rápida às necessidades de nossos clientes e foco em inovações avançadas. A empresa tem uma forte presença em todos os continentes, com sua matriz nos arredores de Lexington, Kentucky, Estados Unidos. Para mais informações visite www.alltech.com.br ou participe de nossas conversas em nossas mídias sociais.

 

 

Texto: Centro de Comunicação

Imagem: Alltech

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