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Postado em 26 de Agosto às 20h54

Economia que vem do sol

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O agronegócio é um dos mais importantes setores do Brasil, tendo gerado em 2019 mais de R$ 630 bilhões. E para se manter próspero, a procura por modernização nos processos de produção se torna muito importante, principalmente neste momento que estamos vivenciando a crise da Covid-19. Entre as alternativas de inovação está o setor de energia solar.

Em uma crescente que se iniciou em 2000, o mercado de energia solar passou a se destacar pelo alto potencial de retorno econômico para quem adere. Na agricultura, ao trabalhar com esse sistema, o empresário rural fica livre da dependência por outras fontes não renováveis.

Segundo o consultor técnico da Ilumisol, Leodir Parizotto, a energia fotovoltaica é 75% mais barata para produzir do que por outros sistemas convencionais. Automaticamente se torna um retorno mais rápido e com a segurança de ter poucos danos ambientais.

Foi pensando nessa economia que o empresário rural, Mário Fries, aderiu ao sistema de placas fotovoltaicas. Há mais de 33 anos dedicados a criação de suínos, Fries se especializou em matrizes. Atualmente conta com 1.100 leitoas e um estoque de mais de 4 mil leitões por mês, que são recolhidos a cada quatro semanas.

"Com o aumento da produção e o tamanho da granja - que estamos ampliando no momento -, um dos itens que entra forte no custo de produção é a energia. Nós temos sistemas de climatização e são muitos motores ligados constantemente, ou seja, todos esses itens consomem bastante energia. Por isso a alternativa das placas solares para baixar esse custo", explica Fries.

Assim, o sol assumiu uma função extra na propriedade de Mario. Foram 165 placas fotovoltaicas instaladas pela Ilumisol, em setembro de 2019, e nesses nove meses ele já pôde sentir a diferença na conta de luz. "Notei que a fatura mensal caiu 90%, alguns meses até mais. Eu gastava em média R$3.000,00 em energia, agora pago cerca de R$ 200 por mês".

Quem também sentiu diferença na conta de luz foi o avicultor Ricardo Dalla Costa. Criador de frangos de corte, no interior de Cordilheira Alta (SC), ele conta com mais de 9.600 metros quadrados de aviário e 135 mil frangos que são carregados a cada 30 a 45 dias, neste período de pandemia.

Todo esse volume de produção gerava um gasto de energia de cerca de R$9.000,00 por mês. Agora esse custo caiu para uma média de R$ 400 por mês.

"A geração de energia solar através das placas fotovoltaicas viabiliza o negócio. Nós já tínhamos o sistema instalado em nossa casa há três anos e agora resolvemos instalar 306 placas nos aviários e já pudemos sentir a diferença de valor em apenas três meses de uso na produção dos frangos de corte", conta Dalla Costa. 

Energia do presente

Em tempos em que questões econômicas estão em evidência em função da crise do coronavírus, pensar em alternativas sustentáveis para a geração de energia fazem ainda mais sentido. E se engana quem pensa que o custo de sistemas fotovoltaicos é alto. Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), eles ficaram 80% mais baratos no Brasil nos últimos 10 anos.

Conforme salienta Leodir Parizotto, da Ilumisol, atualmente qualquer pessoa pode ter acesso a essa alternativa de energia, pois ela se torna um investimento com retorno a curto prazo. "Não dá mais pra dizer que a energia fotovoltaica seja o futuro. Ela já é o presente". 

"Para o empresário rural, a fonte de energia fotovoltaica oferece um retorno viabilizando a propriedade em questão de custos. Hoje o lucro resume-se a redução de custos. Para produzir um litro de leite tem um custo de energia e a partir do momento que o produtor tem sua geração própria de energia, se reduz o custo dessa produção", explica Parizotto. 

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