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Postado em 30 de Março às 18h44

Conquistadas pelo AGRO

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Que as mulheres estão dominando espaços que eram considerados essencialmente masculinos não é novidade há muito tempo. O fato é que elas estão fortalecendo cada vez mais sua atuação no mercado e tornando-se protagonistas em diversos segmentos. Elas ocupam posições de destaque no governo, universidades, organizações de pesquisas, grandes corporações e não poderia ser diferente no cenário do agronegócio.


Não é à toa que elas estão ocupando cada vez mais cargos estratégicos e estão no topo de grandes corporações. As mulheres são detalhistas, determinadas, transmitem segurança, se destacam em diversas funções e têm grandes habilidades para atuarem como líderes.
A presença delas no segmento vem crescendo expressivamente. Para se ter uma ideia, atualmente, as mulheres representam 42% do setor, com crescimento significativo nos cargos de liderança, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nesta edição você vai conhecer algumas líderes que se destacam no cenário do agro em diferentes cargos em empresas renomadas.

Experiência inédita

A líder da Divisão Crop Science da Bayer no Brasil, Malu Nachreiner, conta que entrou na empresa como estagiária no último ano do curso de Engenharia Agronômica, há cerca de 18 anos, em um programa para formar RTVs (Representantes Técnicos de Vendas). “Minha primeira posição nessa função foi em Santo ngelo (RS), uma experiência e um desafio totalmente inéditos para mim. Ao longo da minha carreira, sempre atuei muito próxima à área comercial (Vendas, Marketing e Gerenciamento de Produtos) com responsabilidades no Brasil e América Latina. Nesse período, tive a oportunidade de liderar projetos e negócios de grande impacto na organização, como é o caso do modelo que temos para sementes de soja”.

A executiva ressalta que antes de assumir o cargo atual teve o desafio de atuar como líder de marketing da Divisão Agrícola da Bayer para a América Latina, onde viu de perto a evolução do setor e dos negócios da empresa rumo a um agronegócio mais sustentável, inovador e digital. “A experiência como um todo tem sido um presente. Se por um lado ainda não é comum vermos mulheres ocupando posições de liderança no mercado, nos mais diversos segmentos, por outro temos visto um avanço importante desde que comecei, com uma presença feminina crescente no nosso setor”, observa Malu.

Ela afirma que tem orgulho em representar a força de tantas mulheres que fazem a diferença no agro e é grata ao apoio que recebeu nessa caminhada. “Grande parte de qualquer conquista é fruto do esforço coletivo e do trabalho com colegas, líderes, clientes e, no meu caso, da importância que a empresa dá ao tema da diversidade, não só por ter mulheres na liderança, mas por agregar todo tipo de diversidade – racial, diferentes idades, crenças, orientação sexual”.

Para a executiva, as mulheres que atuam no agro acreditam no poder da diversidade. “Temos uma missão coletiva de promover uma agropecuária mais diversa e inclusiva, por isso, estimulamos mulheres a ocuparem mais espaços neste setor. É isso que fazemos ao reconhecer agricultoras em iniciativas como o Prêmio Mulheres do Agro, em parceria com a Abag (Associação Brasileira do Agronegócio)”.

Ao reconhecer a importância do crescimento da participação feminina no mercado do agronegócio, Malu menciona uma pesquisa feita pela Bayer em 2019. Entre outros pontos, o estudo apontou que a mulher do campo reconhece que possui uma visão holística na hora de liderar, que tem uma preocupação especial com sustentabilidade, tecnologia e com a sucessão familiar - aspectos importantíssimos para o agro.

“Sabemos que há obstáculos para a maior participação feminina, como o fato de quase metade (45%) das mulheres terem declarado que já sofreram preconceito motivado por questões de gênero, segundo levantamento da Abag, porém, ter um ambiente mais diverso é benéfico em qualquer setor”, enfatiza Malu ao complementar que felizmente, as mulheres estão mais presentes na agropecuária brasileira, inclusive em posições de liderança, ainda que de forma gradual.

Para ela, o agro é apaixonante. “Não consigo enxergar um setor que tenha mais oportunidades em nosso país. É um setor que se transforma a cada dia, tanto do lado do consumidor - cada vez mais preocupado com alimentação, origem dos alimentos e sustentabilidade -, como do lado dos produtores rurais, cada vez mais conscientes, interessados em inovação, transformação digital e sustentabilidade. Por isso, é fundamental termos talentos diversos em todos os níveis para movermos a transformação no agronegócio brasileiro”. 

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MALU NACHREINER, LÍDER DA DIVISÃO CROP SCIENCE DA BAYER NO BRASIL (Foto Divulgação Bayer)

Empoderamento feminino

A gestora comercial da Silox, fabricante de silos-bolsas do grupo Nortène, Dayana Caroba, representa muito bem o perfil de líder no agronegócio. Ela conta que cursava faculdade de Administração quando entrou no grupo Nortène, há 11 anos, para trabalhar em sua área. Mas, a admiração pelo segmento AGRO e pela rotina comercial das Mulheres da Nortène, tornou-se uma inspiração e fez com que a jovem profissional ficasse encantada por este segmento. “Meu interesse pelo setor só crescia. Quando a empresa me ofereceu a primeira oportunidade de entrar no coração do comercial agarrei o desafio e comecei com o desenvolvimento de algumas regiões potenciais, onde consegui ganhar grandes contas para empresa e formar uma ótima equipe que me ajudou e ajuda com este trabalho”.

Dayana lembra que, desde que assumiu essas regiões até o momento, o crescimento nas vendas praticamente dobrou, atingindo aumento de 90%. “Fiz alguns cursos, estudei bastante, mas o que gera maior aprendizado para mim, é o contato com o público-alvo e as visitas a campo. Já rodei praticamente o Brasil todo e, antes da pandemia, costumava visitar pelo menos dois estados por mês”.

Para a gestora comercial, a oportunidade de ir para o campo exercer uma função que antes era rotulada como um trabalho masculino, foi essencial para que as mulheres superassem seu maior desafio que é quebrar paradigmas. “Isso melhorou muito a minha visão de mercado e comunicação com os clientes sobre as necessidades de suas regiões ”, observa a Dayana que fez sua primeira visita em um cliente com apenas 22 anos.

A valorização às mulheres está no DNA do grupo Nortène e isso não é de hoje. A empresa acredita muito no empoderamento feminino no agro. “Quando entrei na empresa, 70% dos gestores já eram mulheres”, lembra Dayana, que é responsável por uma equipe formada por 30 representantes espalhados pelo Brasil, duas coordenadoras que lhe dão suporte e dois RTVs (responsáveis técnicos de vendas).

Na visão de Dayana, o diferencial em ter mulheres por trás da bandeira Silox, uma das marcas do grupo Nortène, está relacionado ao foco no resultado, mas sempre cuidando da excelência em atendimento ao cliente e dos detalhes, especialmente da segurança e confiança transmitidas na negociação. “Buscamos entender a necessidade de cada um e oferecer o produto ideal. Percebemos o quanto os clientes gostam de receber atenção e ter um acompanhamento próximo para se sentirem seguros”.

Dayana afirma, ainda, que 90% da área comercial do grupo Nortène conta com gestão feminina e a empresa está sempre antenada, buscando inovação constante. “A Nortène, que hoje é líder de mercado em suas linhas, incentiva nossa presença no campo e dá todo suporte para isso. Ver de perto as necessidades do produtor e a performance do nosso produto aplicado no campo traz sempre oportunidades, inovação e segurança ao cliente”.

Para finalizar, a líder observa que as mulheres sempre tiveram papel essencial em diversas atividades e sempre estivem presentes de alguma forma nas principais tomadas de decisão. Nos últimos anos houve um posicionamento, aliado à valorização das empresas e o tema está em alta.
“Quero ser inspiração para outras mulheres, e para minha família, assim como fui inspirada anos atrás quando iniciei”.

Revista Setor Agro & Negócios Empoderamento feminino A gestora comercial da Silox, fabricante de silos-bolsas do grupo Nortène, Dayana Caroba, representa muito bem o perfil de líder no agronegócio. Ela conta que cursava...

DAYANA CAROBA GESTORA COMERCIAL DA SILOX, FABRICANTE DE SILOS-BOLSAS DO GRUPO NORTÈNE (Divulgação Nortène)

No agro por acaso

Formada em Administração, a analista de marketing da Novus International, Manara Facchini Marciano, conta que o agronegócio entrou em sua vida por um especial acaso. “Não tenho formação na área, mas tive uma grande oportunidade de iniciar a minha carreira dentro da Novus, onde estou há quatro anos”.

Para Manara, a presença feminina cresce cada vez mais no agronegócio e em todos os níveis hierárquicos, pois sua visão detalhista e esforço trazem ao setor maior engajamento e personalidade. “A presença da mulher no segmento é essencial. Conheço grandes especialistas, professoras e consultoras que têm uma infinidade de conhecimentos que são cruciais para o desenvolvimento do agronegócio. Na verdade, a diferenciação de gênero é mínima, o empoderamento feminino mostra cada vez mais que somos totalmente preparadas para assumirmos quaisquer papéis de liderança”.

Sobre sua trajetória neste início de carreira, Manara enfatiza que é marcada por ampliar sua visão de capacidade e por contemplar grandes mulheres reconhecidas na Novus e em outras empresas do setor. Ela sente-se orgulhosa em pertencer a uma empresa que não faz distinção de gêneros. “Muito pelo contrário, somos diariamente recompensadas e temos inúmeras oportunidades”.

Manara conta ainda que sente orgulho de cada mulher que luta pelo seu espaço e reconhecimento. “Nós somos fortes! Mulheres conseguem ser/fazer multitarefas com excelência. O nosso trabalho e dedicação são de extrema importância para juntas levarmos o alimento para as famílias. Estou no começo da minha carreira, mas me sinto muito preparada para avançar cada vez mais”.

Revista Setor Agro & Negócios No agro por acaso Formada em Administração, a analista de marketing da Novus International, Manara Facchini Marciano, conta que o agronegócio entrou em sua vida por um especial acaso....

MANARA FACCHINI MARCIANO, ANALISTA DE MARKETING DA NOVUS INTERNATIONAL (foto Divulgação Novus) 

Início de carreira desafiador

A gerente Nacional de Vendas da Ceva Saúde Animal, Polyana Arruda, conta que atua na Avicultura desde que se formou em Medicina Veterinária, há 21 anos. “Comecei como sanitarista de campo e depois fui para a área comercial, na qual estou há 19 anos. Trabalhei em diferentes regiões do país, o que me proporcionou conhecer a avicultura nacional nas suas diferentes faces”.

Mestre em Nutrição de Monogástricos, com pós em Avicultura Industrial e em Marketing e Inteligência competitiva, já passou por empresas como Asa Alimentos, Formil, Pfizer até chegar na Ceva, onde está há 10 anos.

Entre os principais desafios enfrentados ao longo dos anos por Polyana esteve o fato de firmar-se em um mercado, na época, ainda muito masculino. “Tive que mostrar que não existe diferença entre homens e mulheres em relação à competência e outras qualidades profissionais. As constantes viagens e ter que conciliar a vida pessoal e profissional também foram desafios enfrentados”.

Sobre as conquistas, Polyana realça que foram muitas, como por exemplo, reconquistar regiões que estavam abandonadas, ganhar a confiança de clientes com trabalho sério e com produtos de qualidade, auxiliar na resolução de desafios sanitários dos clientes, maximizando os lucros, além das diversas promoções ao longo da carreira.

“Hoje como gerente nacional de vendas divido meu tempo em gestão de pessoas e gestão estratégica. E como a área não é pequena, conto com o suporte de alguns colegas e distribuidores que me dão a assistência necessária no atendimento aos clientes. Somos uma equipe que funciona bem e sou muito grata por isso. Nos reinventamos neste último ano, devido à pandemia, e estamos usando muito mais a tecnologia para estar em contato com nossos clientes”.

Para a líder, as mulheres têm habilidades diferenciadas, são dedicadas, cuidadosas, comprometidas e atenciosas com os clientes e até mesmo com as espécies animais em que trabalham. “Colocamos amor no que fazemos”, observa ao reforçar que na avicultura a representatividade feminina vem aumentando com o passar dos anos. “As profissionais estão em diferentes áreas e exercem as mesmas funções que os homens, mas ainda existe uma baixa porcentagem de mulheres em cargos de alta gestão. Temos um largo caminho a ser trilhado para equalizar essa representatividade”.

Polyana também conta que teve muitos momentos marcantes, como por exemplo, morar em diferentes regiões do país a trabalho e atender pessoas com diferentes culturas, filosofias e diferentes problemas sanitários. “Finalizar meu mestrado trabalhando e com inúmeras viagens foi desafiador também. E por último, com a pandemia me reinventei como profissional, pois estávamos acostumados a estar presencialmente com nossos clientes todo o tempo. Até então nosso trabalho dependia somente disso, porém percebi que dá para atender muita coisa a distância, dá para estar perto mesmo longe, viagens podem ser economizadas e o tempo pode ser bem aproveitado com uma reunião on-line bem feita. Tivemos na tecnologia um bom aliado nesses tempos diferentes”, afirma.

Na visão de Polyana não existe diferença entre o profissional homem e mulher, a não ser as características dos gêneros. “É necessário ter equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, dá para ser mãe, esposa e uma profissional de sucesso. Temos que ter mais confiança e segurança em nós mesmas e não podemos ter receio de escolher entre uma promoção ou engravidar. Podemos ser o que quisermos e temos a liberdade de vivermos o nosso sonho e isso só depende de nós”, conclui.

Revista Setor Agro & Negócios Início de carreira desafiador A gerente Nacional de Vendas da Ceva Saúde Animal, Polyana Arruda, conta que atua na Avicultura desde que se formou em Medicina Veterinária, há 21 anos....

POLYANA ARRUDA, GERENTE NACIONAL DE VENDAS DA CEVA SAÚDE ANIMAL (Divulgação Ceva)

“Foi no agro que me encontrei”

Publicitária com pós-graduação em gestão empresarial com mais de 10 anos de atuação na área de marketing e com passagens por empresas nos segmentos de mídia exterior, logística, instituto de pesquisa de mercado e nutrição animal, a gestora de marketing da Polinutri, Marley Avanzi, conta que embora esteja em uma posição mais interna, trabalha com um público formado 90% por homens que estão no campo: o produtor. “E quando vou para o campo, estou 100% com eles. Conquistar um espaço nesse meio não é fácil. Acredito que conquistei parte do meu espaço e também aprendi a não dar tanta importância para certas situações”.

Marley analisa que ainda são poucas mulheres em lugares de destaque nesse meio, mas acredita que o cenário mudou muito e vai mudar ainda mais. “As mulheres possuem habilidades para atuar em qualquer área. Temos um olhar mais aguçado, somos mais sensitivas, pensamos, analisamos tudo com cautela e avaliamos uma situação por vários ângulos. Conseguimos atender a diversas demandas, somos resilientes, detalhistas e buscamos o aprimoramento constante, o que faz com que os negócios tenham sucesso e prosperem”, observa.

A profissional conta que passou por empresas nos segmentos de mídia exterior, logística, instituto de pesquisa de mercado e nos últimos cinco anos em nutrição animal. “São mercados com desafios muito diferentes e foi no agro que me encontrei, que vi a importância e a força do segmento no mundo. O agro faz a diferença na vida de bilhões de pessoas e saber que o Brasil se desenvolveu de tal forma e que será o grande fornecedor de alimentos do futuro, me faz muito realizada por fazer parte deste processo”.

Ao deixar uma mensagem para as demais mulheres, Marley destaca que elas têm papel fundamental nessa cadeia e podem levar um novo olhar para lidar com as diversas transformações que estão acontecendo no setor e no mundo. “Não desistam independente dos desafios! Estejam preparadas e lembrem-se que o conhecimento tem que ser o diferencial”. 

Revista Setor Agro & Negócios “Foi no agro que me encontrei” Publicitária com pós-graduação em gestão empresarial com mais de 10 anos de atuação na área de marketing e com...

MARLEY AVANZI, GESTORA DE MARKETING DA POLINUTRI (Divulgação Polinutri) 

Influência do pai

Formada em Administração de Empresas com Habilitação em Comércio Exterior e MBA em Negócios Internacionais, Dalali Darwiche é gerente administrativa da SIILHalal.

“Minha trajetória iniciou no ambiente familiar. Fui influenciada pelo meu pai que trabalha até hoje no agronegócio, atuando nos processos de empresas para que possam conquistar a certificação Halal - documento fiel de garantia emitido pela SIILHalal - instituição certificadora Halal reconhecida por países islâmicos - para atestar que empresas, processos e produtos seguem os requisitos legais e critérios determinados pela jurisprudência islâmica”.

Dalali costuma dizer que a certificação Halal é um passaporte para que as empresas do agronegócio nacional possam acessar a comunidade muçulmana. “Com a paixão pelo setor e pela minha formação na área de comércio exterior, que contribui nos processos de certificação Halal, sigo com o desejo de que mais empresas, por meio do nosso suporte, se tornem aptas e passem a acessar este mercado que cresce ano a ano”.

A gerente administrativa acredita, ainda, que a mulher no âmbito dos negócios possui diferenciais, como postura e habilidades que vão além da dedicação e estão relacionados ao comportamento e envolvimento. “Vejo de forma significativa e admirável, pois assim como nas demais atividades, somos capazes de exercer funções de liderança através de potencialidades”, destaca Dalili que costuma encarar todos os desafios como uma oportunidade de melhoria profissional e pessoal.

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DALALI DARWICHE, GERENTE ADMINISTRATIVA DA SIILHALAL (Foto Divulgação SIILHalal)

Apaixonada por fazenda

A gerente técnica da Aleris, Adriana Nogueira Figueiredo, é formada em Zootecnia, mestre em Nutrição de suínos, doutora em Ciência dos Alimentos e conta com mais de 10 anos de experiência no ambiente corporativo.

Ela afirma que escolheu a Zootecnia porque adorava fazenda e andar a cavalo. Sua família não é da área, mas o pai nasceu e foi criado em fazenda. “Nunca tive um questionamento da minha família sobre a minha escolha, mesmo em uma época que não era tão comum as mulheres se enveredarem para esta área. Mesmo sem ter a certeza do caminho (porque escolhemos nosso futuro muito jovens) me encontrei na universidade e na minha turma que foi muito especial (zoo 98)”.

Adriana explica que sua graduação foi voltada para frangos de corte, mas depois do estágio curricular na antiga Perdigão com suínos, ficou encantada e fez mestrado em nutrição de suínos. “Esta característica flex (aves e suínos) abriu muitas portas para trabalhar no campo de pesquisa e desenvolvimento em uma multinacional, onde permaneci por mais de nove anos. Foi uma excelente escola e tive oportunidade de conviver com grandes profissionais e técnicos de alto gabarito”.

Segundo Adriana, as mudanças de gestão na empresa e em sua área representam um grande desafio que ela teve que se adequar. “Comecei em uma empresa quase familiar e quando saí, era uma empresa referência dentro e fora do Brasil. “A decisão de sair ocorreu em função do nascimento da minha segunda filha. Mas nunca consegui me desligar totalmente”, realça.

A zootecnista decidiu se dedicar ao doutorado na Unicamp em uma área totalmente nova, a Ciência dos Alimentos, onde pôde aplicar muito de seu conhecimento em Zootecnia. “Foi um doutorado diferente, pois eu já havia vivenciado o mercado de trabalho. Procurei fazer uma pesquisa aplicada e direcionada à cadeia produtiva de aves, o que me rendeu premiações e uma patente licenciada. Resolvi não dar continuidade na vida acadêmica quando conheci a Aleris, através de uma amiga que já trabalhava com nosso diretor Daniel, e um novo olhar sobre o mundo corporativo me cativou”, destaca Adriana que há pouco mais de dois anos está na empresa, onde começou como coordenadora de P&D e há um ano se tornou a gerente técnica. “Estou muito feliz”.

Adriana afirma que tudo o que está construindo hoje na Aleris é fruto de um espírito cooperativo e de uma liberdade técnica e criativa sem limites. “Isso não tem preço. Agradeço o Daniel e todos que trabalham comigo. Minhas atribuições se pautam claramente em estruturar de forma sólida e que seja perceptível pelos clientes, que a Aleris tem um compromisso técnico em transmitir clareza, conhecimento e inovação. Nosso empenho é de fato mudar a Aleris para outro patamar: o da tecnologia, da informação precisa e integrada para o nosso cliente. Estamos com uma proposta ousada para fazer essa transformação. E vamos colher os frutos em breve”.

Na visão de Adriana, de forma geral é crescente atuação de homens e mulheres no agronegócio. “Estamos em um bom momento, mas os desafios e oportunidades que se apresentam na área são enormes! E isto é estimulante. Neste cenário, a presença que faz a diferença é de ser um entusiasta pela profissão e pelo negócio”.

A gerente técnica enfatiza, ainda, que é muito feliz em cada escolha. “Tenho vários marcos! Hoje, na Aleris, vivencio o maior deles que é o de me sentir integrada, participativa, atuante e valorizada. Cada fase é única e eu realmente aproveito ao máximo”, conclui.

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ADRIANA NOGUEIRA FIGUEIREDO, GERENTE TÉCNICA DA ALERIS (Foto Divulgação Aleris)

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