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Postado em 24 de Abril de 2019 às 09h54

Entenda por que a saúde do solo é considerada a próxima revolução na agricultura

Grãos (59)

Após anos com foco na parte foliar das plantas, produtores reconhecem cada vez mais os benefícios com a reposição de nutrientes do solo.

Por muito tempo, o agricultor se preocupou apenas com a parte foliar das plantas e com aplicação de defensivos. Hoje, essa realidade está mudando, e a preocupação com o solo começa a crescer, levando-se em conta que para obter um bom potencial produtivo em qualquer cultura, é necessário estar atento à adubação e fertilidade do solo. Um solo bem nutrido, permite um maior enraizamento da planta, possibilitando que ela acesse os nutrientes mais profundos, crescendo mais fortes e resistentes.
Esse equilíbrio do solo tem sido encontrado através do uso de fertilizantes minerais a base de cálcio e enxofre. O sulfato de cálcio atua nas camadas mais profundas do solo, combatendo o vilão alumínio tóxico e melhorando o ambiente radicular. Para um aumento da produtividade, os nutrientes devem estar disponíveis às plantas e, a partir da ajuda do cálcio e do enxofre, o solo fica mais permeável permitindo que as raízes atinjam os nutrientes encontrados no solo em maior profundidade, como explica o engenheiro agrônomo e especialista em solo, Eduardo Silva e Silva.
"O sulfato de cálcio é uma das principais composições para equilibrar o solo, fornecendo cálcio e enxofre desde a raiz até a parte aérea da planta, com consequente aumento da capacidade de absorver água e, assim, melhorar a produtividade", explica Silva e Silva, que também é diretor técnico da SulGesso, empresa catarinense que desenvolve o produto SulfaCal, fertilizante granulado, a base de sulfato de cálcio, mais solúvel que o calcário e também mais acessível, comparando o seu custo-benefício.
Essa estratégia vem sendo utilizada na propriedade de Rogerio Rohleder no município de Ubiretama, noroeste do Rio Grande do Sul. O produtor, que há 5 anos utiliza o sulfato de cálcio granulado, cultiva soja no verão e pastagens no inverno. Ele destaca o aumento de produtividade nos últimos anos.
"Houve um incremento de 10 a 12% ao ano, somado ao conjunto de fatores, além da tecnologia, o clima também, e a condição do solo que foi melhorada. Esse ano foi muito bom, tivemos um incremento de 20% na produtividade com relação ao ano passado, mesmo em uma área de pisoteio percebemos uma melhora na produtividade. Nos preocupamos muito tempo com a parte foliar e esquecemos da raiz, e agora focamos também no solo, na qualidade do solo. Vamos entrar na era da preocupação com o enraizamento, e o gesso agrícola é uma alternativa que veio para dar essa contrapartida", destaca o produtor.
No inverno, investir em pastagem de qualidade tende a garantir a rentabilidade da pecuária, mesmo em momentos de aperto econômico. Seja na engorda do rebanho ou na qualidade do leite, uma boa estratégia pode iniciar já nas características nutricionais que contém o solo onde a atividade agrícola é desenvolvida.
De acordo com o agrônomo, se o objetivo for criar um gado de boa qualidade, esse investimento no solo é estritamente necessário, uma vez que ele vai oferecer a base nutricional da pastagem


Texto e foto AgroUrbano 

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